FUNERÁRIAS

A cidade de Fátima  a cada dia vem se desenvolvendo, já existem empresas que trabalham com auxilio funerarios, é empresa que trabalha com as questões ligadas à morte, venda de caixões,ornamentações de flores, transporte em carro fúnebre até o cemitério  e translados para outras localidades, locação de paramentos para o velorio: tais como anteparos para o apoio da urna, artefatos religiosos.

 Como era antigamente segundo um carpinteiro de caixões :

Antigamente as pessoas era quem faziam os caixões profissão que aqui chamamos de carpinteiro. Bastava alguém morrer na pequena cidade era acionado e logo fabricava o caixão em poucas horas.
Durante a noite e nos finais de semana, sempre aparecia alguém batendo à porta de casa. Ia atender e perguntava se seu Chico podia despachar um funeral. Na maioria das vezes, as pessoas chegavam a cavalo, vinham da “roça”. Ouvia a perguntas iniciais de quem tinha morrido, idade, causa e a “graça” da pessoa. Mais triste quando se tratava de criança, chamada de “anjo”.
A partir daí, cortava o pano branco para fazer a mortalha, um metro e meio de cordão de Santo Antônio e completava com um par de meias branca.
Para ornamentar o caixão, o tecido era um morim tingido de azul, usado na parte externa, e morim branco para o forro interno. Dois ou três pares de alças de latão, parafusos e os enfeites de papelão revestidos com papel laminado nos formatos de estrela, palma, anjo, crucifixo e as tiras para serem coladas ao longo do caixão. O pacote de seis unidades de velas era cortesia da loja.
Antes de enrolar o material, somava-se a conta no mesmo papel de embrulho para servir de prova do valor gasto. Se tivesse dinheiro pagava. Senão, ficava fiado e depois a conta seria honrada.
Anos depois vieram as funerárias propriamente ditas. Mas ele não perdia a oportunidade de fabricar um “caixão melhorzinho”, como dizia. Lembro de ter chegado de viagem e encontrado meu pai fabricando um caixão numa área improvisada no fundo da loja, exaltando a perfeição das travas nas quinas laterais (aquela parte mais larga do caixão) e dizendo que aquele era o dele, se a hora chegasse o caixão já estaria pronto. Claro que ele não guardava, vendia e fabricava outro. Ainda bem que não era supersticioso.

TRANSPORTES FUNERÁRIOS

O transporte dos mortos passou por várias fases, de acordo com a evolução dos recursos existentes.
Diversos tipos de transportes foram utilizados, tais como:

. Em redes: Em locais mais afastados e sem recursos de transportes, os mortos eram transportados enrolados em lençois, e carregados em uma espécie de “rede” até o cemitério;

. Em Carros de Boi:Este tipo de transporte também foi muito utilizados, o qual levava o corpo falecido em um “Carro de Boi”, que era um transporte típico utilizado em vários locais do Brasil todo;

. Em Carroças:Da mesma forma empregado pelos “Carros de Boi”, os mortos eram transportados em “Carroças” até o seu destino final;

. A pé: Mesmo nos dias de hoje, o transporte do morto, ainda é feito “A Pé”, com os amigos e falimialres segurando o caixão através de alças até o cemitério.
Esse tipo de funeral é utilizado de acordo com a preferência da família, tendo como um último ato de amor e dedicação ao felecido, transportando-se pessoalmente até o seu descanso final;

. Em Carruagens:“Carruagens” luxuosas foram utilizadas para o transporte fúnebre de em enterros mais luxuosos de parentes ou amigos de famílias com maior poder aquisitivo;

. Vagão Ferroviário: Este vagão era utilizado para transportar os corpos de falecidos do litoral de São Paulo para o planalto, permitindo que pudesse ser realizado em seu interior o “Velório”, pois o caixão ficava no meio do “Carro Salão”, com velas ao seu redor, e os familiares e amigos poderiam acompanhar seu translado fazendo orações ao seu redor, ou sentados em poltronas em um outro vagão acoplado.

 

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